Realidade do Andebol Feminino Português
Caros Amigos,
Hoje decidi escrever-vos para vos dar conta de uma análise que realizei aos dados da Federação de Andebol Portugal.
Gostava de a partilhar convosco e com os leitores e participantes deste blogue.
Acho que o Andebol Feminino em Portugal mais do que polémicas necessita de trabalho e estudo de modo a ser melhorado e implantado.
Eis os dados em questão, que apurei:
Existem em Portugal inscritas nas Provas Nacionais e Regionais da Madeira os seguintes Clubes:
Seniores Femininos = 25 ; Juniores Femininos = 26; Juvenis Femininos = 45; Iniciadas Femininas = 45;
Infantis Femininas = 33
De um total de 62 Clubes com equipas registadas em Andebol Feminino!
Por Associação, os dados são os seguintes:
Algarve 4; Aveiro 8; Braga 5; Castelo Branco 1; Coimbra 1; Guarda 1; Leiria 7; Lisboa 3; Madeira 10; Porto 11; Santarém 2;
Setúbal 1; Viana Castelo 2; Vila Real 2; Viseu 3
Beja; Bragança; Évora; Todos os Açores e Portalegre têm 0 clubes Femininos.
Existem 8 Equipas com todos os escalões de formação e Seniores:
Santa Isabel; Cale; Almeida Garrett; Colégio Gaia; Maiastars; C S Madeira; Juve Lis e Alavarium.
Existem 6 Equipas com todos os escalões de formação e sem Seniores:
Académico Funchal; B. Perestrelo; CD Infante; S. Félix Marinha; Jac Alcanena e Sanjoanense.
De todos estes dados retirei estas conclusões:
1) Existem algumas Associações que nem fazem ideia do que é o Andebol Feminino.
2) Existem muito poucos Clubes a apostar forte nessa vertente (15 no Total).
3) Há zonas do meu País onde não devem haver meninas, porque não existem Clubes com a modalidade, já que não quero pensar que quem está à frente dessas Associações são um bando de incompetentes que não querem ter trabalho!
4) Nota-se uma necessidade enorme de fazer um maior trabalho de divulgação do Andebol nas escolas primárias!
5) Existem bastantes professores de Educação Física que são praticantes ou ex-praticantes de Andebol que se encontram desempregados. Porque não estabelece um protocolo com o Ministério da Educação a F.A.P. e os coloca nessas Associações a desenvolver o Andebol nas Escolas.
6) Porque não retirar qualquer apoio económico a Associações que nada fazem e os distribuir pelos Clubes que com enormes dificuldades mantêm todos os Escalões a Funcionar.
7) Porque não oferecer-lhes condições, tais como Centros de Alto Rendimento e Formação a exemplo dos Clubes de Futebol e meios eficazes para desenvolverem ainda mais a modalidade.
8) O que acontece com as Atletas juniores dos clubes da Madeira que vêm para o Continente para as Faculdades?
a) Não seria possível criar condições para continuarem a jogar no Continente?
b) Não era possível coloca-las em Universidades perto destes Clubes que fomentam a modalidade?
Ao menos não se perdiam as Atletas e ficavam mais apoiadas!
Não me vou alongar mais. Acho que o meu pequeno contributo para a discussão fica aqui dado.
Gostava de obter uma enorme participação de ideias para todos juntos conseguirmos propor novos planos e trabalhos à Federação de Andebol de Portugal. Sem quantidade é muito difícil obter qualidade!
Saudações Desportivas
Fernando Borges
Dirigente de Andebol Feminino
